:::
O delArismo é uma alquimia multicabalense entre o Larismo de reverendo wodouvhaox e o Delírio Coletivo de Reverenda Fada Verde.
Enquanto o Larismo abastece a necessidade ontológica de Introversão Meditativa, o Delírio Coletivo alimenta o outro lado do espelho de Alice, a Extroversão Slackronediana.
É também conhecido como DeLariantismo. e um dos seus motes principais, utilizado quando há uma grande Aflição Espiritual, é: "Cale a boca! a não ser que você queira dizer algo engraçado e/ou divertido".
Alguns textos sagrados:
Delírio Coletivo
por Fada Verde
Ao longo da história, a maioria dos movimentos literários e artísticos contradiziam o movimento anterior. O Renascimento foi contra tudo o que a Era Medieval disse, o Realismo negava os fundamentos do Romantismo e assim por diante.
Já o movimento Nonsense resolveu que não gostaria de contradizer o movimento anterior, no caso, o Modernismo e a Pop Art, o Nonsense quis negar absolutamente tudo e/ou não negar absolutamente nada.
Sob a máxima "Pra que fazer sentido!?", esse movimento cria uma contradição de tudo e dele mesmo, com raízes em todos os estilos literários e tendo por característica a abolição da linguagem figurada, nada mais era figurativo, tudo era real, e o que era real não existia, ou existia, ou o que quer que o leitor prefira.
O que aconteceu foi que no fim do século XX e começo do século XXI, com o fim da Guerra Fria, a ascensão dos EUA como maior força política e econômica do mundo, detendo um poder quase imperialista e com a estagnação de todo e qualquer movimento revolucionário, o mundo conheceu um período de conformismo em que qualquer coisa era uma revolução. Andar fantasiado, por exemplo, ou simplesmente usar um nariz de palhaço pela rua, já causava um grande choque por quebrar a monotonia cotidiana. O movimento DC, autor da obra Sofia, foi um dos primeiro a notar isso e adotar a idéia do Nonsense.
Da idéia para a prática foi um pulo. Embora no começo, apenas algumas pessoas tivessem adotado essa "revolução", assim como em qualquer outra já ocorrida, o clima e as idéias sem sentido foram tomando proporções mundiais e o mundo conheceu uma época maravilhosa, onde a espontaneidade e a imaginação tomaram conta de todos e tudo passou a ser fantástico e irreal. Chegou até a haver um certa desaceleração nas pesquisas cientificas, afinal não importava mais provar que pode-se dividir uma célula infinitamente.
Antes desse movimento, as pessoas buscavam uma explicação científica para tudo, mas depois ninguém mais queria a explicação lógica e inteligente. Todos perceberam que a fantasia era bem melhor, que cada um poderia formular sua própria teoria para qualquer coisa, todas as lendas sobre os "porquês" voltaram à tona e todos os povos buscavam as raízes de suas culturas para saber algo, quando não encontravam, criavam uma nova cultura.
Em meados da década de 10 do século XXI, o mundo já não fazia sentido algum. Viam-se pessoas fantasiadas, nas ruas, nos supermercados e até nos escritórios você encontrava pessoas vestidas de Pantera Cor-de-Rosa ou Smurffle.
As casas tinham pinturas psicodélicas e, às vezes, achavam-se florzinhas desenhadas no meio da rua.
Com a população nesse incrível estado de espírito, era natural que as artes também seguissem esse caminho.
Leis Absolutas do Delírio Coletivo
1ª Lei Absoluta
PATAFÍSICA- Tudo é decidido pela imaginação e não pela razão.
2ª Lei Não Absoluta
Não encher as caras aos domingos.
Quem quer fazer sentido?
A realidade é relativa;
A Fantasia é bem melhor;
Arte, Poesia e Loucura.
3ª Lei Absoluta
Usar LSD.
4ª Lei Absoluta
Enlouquecer a Política.
5ª Lei Absoluta
Nenhum tipo de censura.
Mandar as preposições e a gramática pro inferno!
6ª Lei Absoluta
O que fazer em casos de incêndio?
Deixe queimar!
7ª Lei Absoluta
Jogar uma garrafa de conhaque no Delírio Coletivo
8ª Lei Absoluta
DELIRAR.
9ª Lei Absoluta
Assassinar a monotonia causada pela razão.
Loucura Lúcida
por Fada Verde
Não conseguir fugir da realidade significa um excesso de lucidez ou extrema loucura?
A resposta confirmaria minha tese poética-lunática, de que não só o excesso de lucidez leva a loucura como o excesso de loucura leva a lucidez.
Se minha realidade é na verdade uma ilusão, quando tento fugir dela, tento alcançar a realidade? Ou migro de ilusões em ilusões? Se as realidades são múltiplas a tentativa de alcançar a realidade única em que todos se enquadram seria uma farsa. Talvez todos vivam em suas respectivas ilusões, que criamos e recriamos. Se pertence a cada sujeito que a resolva viver, a realidade sim que é uma ilusão, a ilusão da ilusão. A ilusão é uma realidade. A realidade está fora ou dentro? do exterior ou do interior? O que faz pensar quantas realidades seriam possíveis. Infinitas. Nos casos que unem mais indivíduos, podemos denominar precisamente como o fenômeno do Delírio Coletivo.
Se produzimos a realidade ilusória, o que é loucura? Como são diversas as loucuras, digo, ilusões, realidades. A metafísica disso tudo é expressa pela loucura de Deus, o tal dançarino do qual falava Nietzsche, que nos criou a sua imagem e semelhança, como deuses de nossas próprias loucuras. Fato é que nelas podemos fazer o que quisermos dentro dos limites da loucura de Deus.
Dizem por ai, que o sóbrio é aquele que sabe distinguir a realidade da fantasia, mas o que dizer se somos máquinas de produzir fantasias? Certamente jamais será possível olhar um homem despido de seu imaginário. Ilusões sobrepostas numa translucidez aguda. Perceber que está iludido não significa que nos livramos da ilusão se ela é real. As ilusões/realidades se desdobram uma fora da outra. Se trancafiamos alguns de nós dentro das salas estofadas, é porque os condenamos pelo abuso da criatividade.
O excesso de lucidez, faz perceber a ilusão real, que se exacerbada leva a loucura originária. A loucura alucinatória se levada a extremos nos leva a realidade ilusória, que é a realidade possível.
“É grave doutor?!?”
Larismo
por wodouvhaox
Nós
somos uma tribo
de eremitas, solitários,
introvertidos, monges,
mudos, lacônicos,
e maníacos afins
que estão intrigados
com
Lara
DEUSA DO SILÊNCIO
e com
Seus
Afazeres
O Que Nós Sabemos Sobre LARA (não muito):
"Larunda (ou Larunde, Laranda, Lara) era uma Náiade ou ninfa, filha do rio Almo na Mitologia Romana. Ela era famosa tanto pela sua beleza como pela sua loquacidade - uma característica que os seus pais tentaram refrear. Ela era incapaz de guardar segredos, e assim revelou à esposa de Júpiter, Juno, o seu caso com Juturna (ninfa companheira de Larunda, e esposa de Janus). Por atraiçoar a sua confiança, Júpiter cortou a língua de Lara e ordenou a Mercúrio, o mensageiro, que a conduzisse a Averno, a entrada do Mundo Infernal e reino de Plutão. Mercúrio, no entanto, apaixonou-se por Larunda e fez amor com ela no caminho. Lara então tornou-se a mãe de duas crianças, conhecidas como Lares, deuses invisíveis guardiões dos lares. Contudo, ela teve que permanecer escondida numa casa nos bosques para que Júpiter não a encontrasse." wikipedia
"O sábio nunca diz tudo o que pensa, mas pensa sempre tudo o que diz."
(Aristóteles)
"O homem comum fala, o sábio escuta, o tolo discute."
(Sabedoria oriental)
"O ignorante afirma, o sábio duvida, o sensato reflete."
(Aristóteles)
"O sábio fala porque tem alguma coisa a dizer; o tolo porque tem que dizer alguma coisa."
(Platão)
"O Sábio cala ... a verdade por si fala"
(Ponto de Equilíbrio)
"As palavras não representam a coisa em si. Elas inicialmente eram metáforas para tentar comunicar ou indicar algo. Com a evolução da linguagem e sua crescente complexidade, foram criadas metáforas sobre metáforas, ficando cada vez mais abstratas até o ponto em que sua origem, a expressão da coisa em si, se perdeu completamente. Digamos que palavras são como o NX Zero, a cópia da cópia de recópia da tricópia." Timóteo Pinto
Mais sobre Menos:
Manifesto Clarifesto - Menos é Mais
trilha sonora
mais sobre lara
e é só. mú
:::
Unindo o Hodge & o Podge
1 - delArismo sexy
“ Por fim amamos o desejo, e não o desejado.” - Nietzsche
faz todo o sentido, certo?
então sejamos sinceros, a título de experimento mergulhemos nesse delírio, na ficção desse desejo. se aparecer algo real não fictício - mas de natureza delirante fictícia, logo real - qual a natureza desse algo afinal?
(su)pe(r-realidade)
paradoxos não são sexy, baby?
1.2 - Outras Relações
extrapolemos delirantemente esse exemplo incluindo toda e qualquer relação humana. perceba o quanto há de falso, fictício, irreal, surreal.
filosofias e religiões tentam sem sucesso estabelecer Rígidas Regras Morais Universais nessas relações, ignorando e reprimindo as minorias, o diferente, o excêntrico, o inadaptado, o esquisito, o ilegal, até mesmo o inovador (de suma importância à uma existência saudável & divertida).
o delarismo defende a multiplicidade de delírios. múltiplos paradigmas & semi-múltiplos paradigmas convivendo em um só indivíduo ou em um grupo. sendo assim ninguém, seja indivíduo ou grupo, tem o monopólio de um Delírio Salvador Universal Único.
"Felizmente nem tudo podemos apreender ou compreender através da lógica. Em todas as formas de arte, da música à dança, da literatura ao teatro, nem tudo é apenas técnica ou lógica. A emoção e o acaso também fazem parte da estrutura dessas atividades. Com a religião também não poderia ser diferente. Ela também tem seu lado lógico e racional, mas esta é apenas uma, talvez a menor, das várias facetas que possui."
- Timóteo Pinto
Outros textos sagrados delariantianos aqui
MultiCabalas de delArismo Slackronediano
conjunto de pluri-comunidades divididas entre estados (alterados da consciência) para facilitar o Amor Louco entre seus membros & membras e a criação & destruição de delírios de variável prazo de validade:
- Igreja Delariantista do 23º Dia
- A Igreja no orkut
- Le Fórum Absurd
- blog tudismocroned
- Portal Delírio Coletivo
Mais Delarismo Interativo
divulgue seu delírio aqui
:::
->:-:=:+<- post número 23 -> fnord <-
DISCORDIANISMO: A firmeza somente na inconstância
6 horas atrás

